segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Há dias de azar...29NOV2009

Há dias que mais valia ficar em casa no quentinho dos cobertores.
Mas adiante.
Depois de combinar durante o sábado à tarde com o amigo Adriano em irmos dar um passeio na manhã de domingo, lá nos fizemos a estrada todos contentes. Estava um dia que nem convidava, mas a vontade fala mais alto. Lá fomos nós.
Eu na minha bike de BTT e o Adriano na sua bike de estrada. Era um passeio que tinha como objectivo ir de Algés até a Expo e voltar ao ponto de partida.
Lá nos fizemos a estrada com o horizonte a contar que se adivinhava alguma chuva durante o percurso. Mas nem isso nos demovia.
Iamos nós todos contentes a rolar junto ao Museu da Electricidade a agradecer o excelente piso que a Avenida de Brasília tem, mais parece uma manta de retalhos.
Mais umas pedaladas, conversa puxa conversa e de repente estamos a chegar às Docas, ia eu na roda do Adriano. De repente olho e mais parecia que o Adriano tinha ganho asas e catrapuz, enfia a roda no carril do comboio e cai. Eu para tentar abrandar para não lhe passar por cima travo e lá vou eu. Parecia uma repetição, só que agora era eu a cair.
Nem sei como foi. Sei que fomos a deslizar pelo alcatrão. Olho de repente para tras e reparo num carro a aproximar-se. Lá faço sinal para abrandar e passa ao lado.
Entretanto lá me levanto a custo e retiro a minha bike e vou ajudar o Adriano que se contorcia com dores. Daqui não pode sair coisa boa, pensei eu.
Retiro a bike dele e ajudo-o a levantar e a sentar-se fora da via de rodagem. Ele queixa-se do joelho.
Depois de ver, o prognostico não me parece abonatório. O joelho dele estava a inchar.
Começo a olhar bem para mim, tenho as mãos esfoladas, reparo que os joelhos falta um pouco do esmalte habitual e dói-me o peito da pancada no rebordo do passeio.
Isto faz-me lembrar a queda que dei a 2 anos e fracturei 2 costelas. Nem quero pensar nisso (maldito pinheiro que não se desviou).
Depois de algum tempo sentados, decidimos nos fazer a estrada para voltar ao ponto de partida. Com algum esforço e muita força de vontade lá o Adriano se coloca em cima da bike e conseguimos pedalar até ao Museu da Electricidade.
Nessa altura as dores sentidas pelo meu parceiro de pedaladas intensificaram-se e decidimos que é melhor parar. Eu, entretanto depois de combinarmos estratégia, fui a pé até Algés para levar o carro do Adriano e voltar até ao local onde ele ficou. Assim foi. Nunca aquele trajecto demorou e custou tanto a fazer. Até que os sapatos de encaixe, mais pareciam uns patins no gelo.
Lá cheguei a Algés e encontro o carro. Conduzi até ao Museu da Electricidade e lá estava o Adriano. As coisas estavam um pouco piores. Pois o frio fazia-se sentir e as dores dele também.
Lá coloquei a bike no carro. Ele como ciclista valente, mesmo cheio de dores lá me disse que conduzia ele.
Dizendo:
"-não te preocupes, eu consigo. E tu estás bem?"
-Eu digo que sim. Mais ou menos. Elas não matam mas amolentam.
Lá foi ele até casa e eu fiz o mesmo.
Mais tarde preocupado, liguei-lhe e ele disse-me que tinha ido ao Hospital.
Tiveram que lhe fazer uma pequena cirurgia para tirar líquido do joelho, além de que tinha feito um buraco na zona do abdomén que ainda ninguem tinha dado por isso.
"Ganhou" 3 semanas em casa de repouso.
Eu ganhei uns hematomas e falta de esmalte nos joelhos, nas mãos e uma tatuagem do passeio no peito que embora não definitiva está cá para durar.
Mas é mesmo assim. Mas quem corre por gosto não cansa e cá estou eu pronto para mais um passeio logo que o tempo o permita.

Há dias de azar.

Cumprimentos
SEVEN